UHE Bariri
UHE Barra Bonita
UHE Ibitinga
UHE Água Vermelha
UHE Promissão
UHE Nova Avanhandava
UHE Caconde
UHE Euclides da Cunha
UHE Limoeiro
PCH Mogi-Guaçú
6.1   Força para o Desenvolvimento 6.2   Impactos Sob Controle
6.3   Investimentos Obrigatórios  
A AES Tietê atua de maneira responsável para garantir, com qualidade e respeito ao meio ambiente,
a geração de energia elétrica de fonte renovável
As atividades relacionadas a usinas hidrelétricas se encontram reguladas basicamente pelo edital e contrato
da concessão, pelo licenciamento ambiental e pela legislação. A AES Tietê considera que a mais importante referência para suas atividades do ponto de vista ambiental reside no licenciamento. Fazer o gerenciamento dos projetos vinculados ao licenciamento é um processo complexo e demanda tempo, dada a extensão das áreas de influência das dez usinas.

Duas crises recentes impactaram o resultado financeiro das companhias do setor de energia. O problema do
“apagão” (2001–2002), caracterizado pela falta de energia elétrica no território nacional, impôs a redução de 20% de energia aos consumidores de todas as classes. Posteriormente, o setor de energia também foi afetado com mudanças na política cambial. Como o poder concedente, o Governo Federal, não conseguiu recuperar o equilíbrio-financeiro do setor, a AES Tietê teve que priorizar algumas ações em detrimento de outras, refletindo na interrupção das atividades de reflorestamento. Com o
Projeto de MDL, a geradora de energia instituiu, voluntariamente, novas metas de reflorestamento
a serem alcançadas com o suporte de créditos de carbono, ampliando de forma significativa o escopo do programa.

As exigências da concessão estão relacionadas às condicionantes do licenciamento ambiental, que se referem
a programas relativos à gestão de recursos naturais, à manutenção do uso múltiplo do reservatório— assegurando a integridade ambiental dos mesmos –, entre outros, conforme a tabela abaixo. EN27
É importante ressaltar que a resolução CONAMA 302 de 2002 exigiu a elaboração de um plano do entorno dos
reservatórios, demanda que, de certo modo, procura integrar os diversos programas. A AES Tietê aguarda a finalização por parte do Ibama do Termo de Referência para a elaboração do Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório.

Nota: Nova Avanhandava não é mencionada na tabela acima devido estar em processo de licenciamento
ambiental e por isso não estão definidas ainda suas condicionantes.
Para Saber Mais
Licenciamento ambiental É o procedimento no qual o poder público, representado por órgãos ambientais, autoriza e acompanha a implantação e a operação de atividades que utilizam recursos naturais ou que sejam consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras.
Unidades de Conservação
  Em cumprimento à legislação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), os recursos de
compensação ambiental referentes às oito usinas da AES Tietê licenciadas pelo Ibama devem ser destinados a três Unidades de Conservação Federais: Estação Ecológica Mico-Leão-Preto (SP), Parque Nacional Serra da Bocaina (RJ) e Estação Ecológica Tupiniquins (SP). Por meio do acordo em termo de compromisso entre o Ibama e a AES Tietê, está provisionado o montante de R$ 4.402.169,35 para as três unidades. Apesar de o prazo estipulado para o pagamento ser de 12 anos, a AES Tietê prevê a destinação de toda a verba até 2008.
  Estação Ecológica Mico-Leão-Preto

Estão previstos recursos de cerca de R$ 1,3 milhão a serem aplicados nas atividades de regularização
fundiária, elaboração de plano de manejo e aquisição de equipamentos. A estação, com área de 6.770 hectares, está localizada nos municípios de Teodoro Sampaio, Euclides da Cunha Paulista, Marabá Paulista e Presidente Epitácio, todos no Estado de São Paulo, e abriga algumas das últimas populações do mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus). A proteção é necessária, pois a unidade é constantemente atingida por incêndios, caça e desmatamento ilegais.

O compromisso da AES Tietê é viabilizar os recursos e a contratação de serviços para executar a
contextualização, análise regional e planejamento do plano de manejo, que implementará as ações exigidas para a proteção, pesquisa e educação ambiental, entre outros. A duração total do plano de manejo está estimada em 18 meses a partir de novembro de 2005, data da assinatura do contrato.

Parque Nacional Serra Bocaina

Com uma área de 104 mil hectares, 60% localizados no Rio de Janeiro e 40% em São Paulo, a região é
ambientalmente estratégica por atingir a orla marítima e integrar a Área de Proteção Ambiental do Cairuçú e a Reserva Ecológica da Joatinga (RJ). A obrigação da AES Tietê é de regularização fundiária, aplicando o montante de R$ 3 milhões. Para o início das atividades, a companhia aguarda o Termo de Referência a ser emitido pelo Ibama.

Estação Ecológica dos Tupiniquins

É formada por ilhas marinhas distantes entre si, mas próximas às cidades de Peruíbe e Itanhaém (SP)
(Ilhas de Peruíbe, Queimada Pequena e a Laje da Noite Escura), e de Cananéia (SP) (Ilhas do Castilho e Cambriú). A estação abrange também o entorno aquático das ilhas num raio de 1 km e tem como objetivo proteger ecossistemas insulares e marinhos, característicos da costa atlântica sul ocidental. Contempla ecossistemas emersos, com fauna e flora típicas de mata atlântica da região sudeste brasileira, e ecossistemas de costão rochoso e submersos, com fauna e flora marinhas.

Para cumprimento desta condicionante, a AES Tietê comprometeu-se com a contratação de serviços para a
elaboração do Plano de Manejo da Estação Ecológica dos Tupiniquins, de acordo com o Termo de Referência emitido pelo Ibama. O planejamento ordenado das ações é fundamental para garantir a preservação dos recursos naturais existentes. O contrato tem duração de 12 meses, a partir da data de assinatura (abril de 2005), com orçamento total R$ 100 mil.
Para Saber Mais
Legislação do SNUC O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) foi regulamentado em 2000 pela Lei no 9.985. Entre seus artigos, a lei determina que, nos casos de licenciamento ambiental de empreendimentos de significativo impacto ambiental, o empreendedor é obrigado a apoiar a implantação ou manutenção de unidades de conservação determinadas pelo órgão licenciador. O montante de recursos a ser destinado não pode ser inferior a meio por cento dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento, sendo o percentual fixado de acordo com o grau de impacto ambiental causado pelo empreendimento.
Obrigações Legais por Usina
  Estão licenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama- DF)
oito usinas hidrelétricas da AES Tietê: Barra Bonita, Bariri, Ibitinga, Euclides da Cunha, Limoeiro, Promissão, Água Vermelha e Caconde. Estão licensiadas pela SMA/SP—Nova Avanhandava e
Mogi-Guaçú

UHE BaririUHE Barra BonitaUHE Ibitinga UHE PromissãoUHE Nova Avanhandava

UHE Água VermelhaUHE CacondeUHE Euclides da CunhaUHE LimoeiroUHE Mogi-Guaçú

  Usina Hidrelétrica Barra Bonita

Início de operação | 1963
Data da licença | 14 de agosto de 2003 (válida por quatro anos)
Localização | Rio Tietê
Capacidade instalada | 141 MW
Reservatório | Área de 310 km² e volume de 3.622 x 106 m³ | EN6
Quantidade de turbinas | 4
Eclusa | Capacidade de 10 milhões de t/ano
Atividades Desenvolvidas Antes de Privatização
Atividades Realizadas Após a Privatização | EN27
* Meta a ser alcançada com o suporte de créditos de carbono, conforme proposta apresentada à
Junta Executiva do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
  Usina Hidrelétrica Bariri

Início de operação
| 1965
Data da licença | 14 de agosto de 2003 (válida por quatro anos)
Localização | Rio Tietê
Capacidade instalada | 143 MW
Reservatório | Área de 63 km² e volume de 607 x 106 m³ | EN6
Quantidade de turbinas | 3
Eclusa | Capacidade de 10 milhões de ton/ano
Atividades Desenvolvidas Antes de Privatização
Atividades Realizadas Após a Privatização | EN27
* Meta a ser alcançada com o suporte de créditos de carbono, conforme proposta apresentada à
Junta Executiva do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
  Usina Hidrelétrica Ibitinga

Início de operação | 1969
Data da licença | 14 de agosto de 2003 (válida por quatro anos)
Localização | Rio Tietê
Capacidade instalada | 131,5 MW
Reservatório | Área de 114 km² e volume de 1.100 x 106 m³ | EN6
Quantidade de turbinas | 3
Eclusa | Capacidade de 10 milhões de ton/ano
Atividades Desenvolvidas Antes de Privatização
Atividades Realizadas Após a Privatização | EN27
* Meta a ser alcançada com o suporte de créditos de carbono, conforme proposta apresentada à
Junta Executiva do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
  Usina Hidrelétrica Promissão

Início de operação | 1975
Data da licença | 14 de agosto de 2003 (válida por quatro anos)
Localização | Rio Tietê
Capacidade instalada | 264 MW
Reservatório | Área de 530 km² e volume de 8.111 x 106 m³ | EN6
Quantidade de turbinas | 3
Eclusa | Capacidade de 10 milhões de ton/ano
Atividades Desenvolvidas Antes de Privatização
Atividades Realizadas Após a Privatização | EN6
* Meta a ser alcançada com o suporte de créditos de carbono, conforme proposta apresentada à
Junta Executiva do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
  Usina Hidrelétrica Água Vermelha

Início de operação | 1978
Data da licença | 09 de outubro de 2003 (válida por quatro anos)
Localização | Rio Grande
Capacidade instalada | 1.380,00 MW
Reservatório | Área de 647 km² e volume de 11.026 x 106 m³ | EN6
Quantidade de turbinas | 6
Não tem eclusa
Atividades Desenvolvidas Antes de Privatização
Atividades Realizadas Após a Privatização | EN27
* Meta a ser alcançada com o suporte de créditos de carbono, conforme proposta apresentada à
Junta Executiva do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
  Usina Hidrelétrica Caconde

Início de operação | 1966
Data da licença | 09 de outubro de 2003 (válida por quatro anos)
Localização | Rio Pardo
Capacidade instalada | 80 MW
Reservatório | Área de 31 km² e volume de 636 x 106 m³ | EN6
Quantidade de turbinas | 2
Não tem eclusa
Atividades Desenvolvidas Antes de Privatização
Atividades Realizadas Após a Privatização | EN27
* Meta a ser alcançada com o suporte de créditos de carbono, conforme proposta apresentada à
Junta Executiva do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
  Usina Hidrelétrica Euclides da Cunha

Início de operação | 1960
Data da licença | 26 de dezembro de 2002 (válida por quatro anos)
Localização | Rio Pardo
Capacidade instalada | 109 MW
Reservatório | Área de 1 km² e volume de 18,45 x 106 m³ | EN6
Quantidade de turbinas | 4
Não tem eclusa
Atividades Desenvolvidas Antes de Privatização
Atividades Realizadas Após a Privatização | EN27
* Meta a ser alcançada com o suporte de créditos de carbono, conforme proposta apresentada à
Junta Executiva do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
  Usina Hidrelétrica Limoeiro

Início de operação | 1958
Data da licença | 26 de dezembro de 2002 (válida por quatro anos)
Localização | Rio Pardo
Capacidade instalada | 32 MW
Reservatório | Área de 3,3 km² e volume de 34,13 x 106 m³ | EN6
Quantidade de turbinas | 2
Não tem eclusa
Atividades Desenvolvidas Antes de Privatização
Atividades Realizadas Após a Privatização | EN27
* Meta a ser alcançada com o suporte de créditos de carbono, conforme proposta apresentada à
Junta Executiva do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
  Conforme determinação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, a AES Tietê tem o compromisso de fazer a
compensação ambiental pela construção da PCH Mogi-Guaçu e de Nova Avanhandava, embora não existam obrigações ambientais vinculadas ao licenciamento. O valor estipulado de R$ 600.000,00 atende à lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e deverá ser aplicado da seguinte forma:

—R$ 300.000,00: Plano de Manejo da Estação Ecológica Mogi-Guaçu
—R$ 300.000,00: Plano de Manejo da Reserva Ecológica de Mogi-Guaçu
  Pequena Central Hidrelétrica Mogi-Guaçu

Início de operação
| 1999
Data da licença | 1194
Localização | Rio Mogi-Guaçu
Capacidade instalada | 7 MW
Reservatório | Área de 5,73 km² e volume de 32,89 x 106 m³ | EN6
Quantidade de turbinas | 2
Não tem eclusa
Atividades Desenvolvidas Antes de Privatização
Atividades Realizadas Após a Privatização | EN27
* Meta a ser alcançada com o suporte de créditos de carbono, conforme proposta apresentada à
Junta Executiva do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
  Usina Hidrelétrica Nova Avanhandava

Início de operação
| 1982
Data da licença | Está em licenciamento
Localização | Rio Tietê
Capacidade instalada | 347 MW
Reservatório | Área de 210 km² e volume de 2.380 x 106 m³ | EN6
Quantidade de turbinas | 3
Eclusa | Capacidade de 10 milhões de ton/ano
Atividades Desenvolvidas Antes de Privatização
Atividades Realizadas Após a Privatização | EN27
* Meta a ser alcançada com o suporte de créditos de carbono, conforme proposta apresentada à
Junta Executiva do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.