6.1   Força para o Desenvolvimento 6.2   Impactos Sob Controle
6.3   Investimentos Obrigatórios  
Pesquisa & Desenvolvimento
  Pelo contrato de concessão, a Aneel estabelece que as geradoras de energia elétrica devem investir
anualmente 0,25% da sua receita operacional líquida em projetos de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) visando melhorias no setor energético. Apesar de a Aneel definir o volume de recursos a ser investido, é a AES Tietê quem decide voluntariamente quais os projetos que pretende desenvolver, nos quais procura assegurar a qualidade dos temas analisados.

Atualmente, a companhia realiza inúmeros projetos de P&D voltados para o aprimoramento da qualidade da
geração de energia elétrica.
Controle do Mexilhão Dourado
  Encontrar formas de controlar a infestação acelerada do mexilhão dourado nas águas brasileiras é uma
missão desafiadora também enfrentada pela AES Tietê. O molusco bivalve (apresenta duas conchas) de nome científico Limnoperna fortunei vive em água doce e atinge o máximo de 4 centímetros de comprimento. Possui uma forma larval, que é livre e, na fase adulta, fixa-se a qualquer substrato duro, formando agregados e cobrindo extensas superfícies. O mexilhão dourado é originário do sudoeste asiático e chegou ao Brasil em 1998, no Delta do Jacuí, em frente ao porto de Porto Alegre.
O seu alto poder reprodutivo, associado à ausência de predadores naturais, causa vários impactos econômicos e ecológicos. Nas usinas hidrelétricas, entope as tubulações e filtros, comprometendo os sistemas de refrigeração dos equipamentos, acarretando o aumento da freqüência da limpeza e manutenção—o que significa mais custos para a companhia.

A AES Tietê lidera Força Tarefa no âmbito das geradoras vinculadas à Associação Brasileira das Empresas
Geradoras de Energia Elétrica (ABRAGE), com o objetivo de coordenar esforços, visando obter estratégia de mitigação do impacto causado pelo molusco, através de uma solução sustentável. Nessa busca conjunta, a AES Tietê investe em um projeto de Pesquisa & Desenvolvimento para desenvolver soluções via seleção de materiais e engenharia de superfície para evitar ou minimizar a formação de incrustações da espécie invasora. Uma das possibilidades é criar uma proteção que não permita a fixação do mexilhão dourado, com o devido cuidado de não afetar a qualidade da água, nem interferir na sobrevivência de outras espécies do ambiente aquático. Com investimento de R$ 1,378 milhão, esse projeto terá a duração de três anos (2006–2008). A primeira usina da AES Tietê a ser infectada foi Ibitinga, em setembro de 2004. Atualmente, as hidrelétricas de Bariri, Barra Bonita, Nova Avanhandava e Promissão também registram a presença do molusco.
Ponto Ótimo de Geração | EN17
  Em 2005, a AES Tietê desenvolveu um P&D para criar um software “otimizador hidráulico”, com previsão
de instalação no primeiro semestre de 2006. O programa otimiza o uso da água levando em consideração as restrições sistêmicas e manutenções a fim de encontrar o ponto ótimo de geração de energia no conjunto das 10 hidrelétricas. A AES Tietê investirá R$ 215.450,00 nesse projeto em 2006.
Tomada de Decisão em Manutenção de Sistemas de Energia
  O objetivo principal de um sistema de geração de energia elétrica é atender a demanda de mercado. Assim,
o seu principal requisito é a disponibilidade para operação, quando solicitado. Essa pesquisa tem como finalidade sistematizar uma estrutura de tomada de decisão de manutenção para um dado equipamento empregado em hidrogeradores. Em 2006, o investimento a ser realizado será de
R$ 155.200,00.
Sistemas de Gerenciamento de Emergências Hidrológicas
  A AES Tietê investe em um projeto de pesquisa para desenvolver um plano de ação emergencial em função
do risco de rupturas de barragens devido a terremotos, deslizamentos de terra, falhas de equipamentos, danos estruturais, sabotagem e, principalmente, formas de controlar grandes volumes de água adversos. A companhia investirá R$ 180.772,00, em 2006.